Imprensa Releases

Quimioterapia domiciliar

Tão temido como receber o diagnóstico de câncer, o tratamento quimioterápico é recomendado para o tratamento de diversos tipos de câncer, assim como a cirurgia e radioterapia. O que pouca gente sabe é que as aplicações dos quimioterápicos podem ser feitas em casa, em um ambiente mais acolhedor para o paciente. “Antigamente os protocolos de quimioterapia exigiam até internação. Hoje, com advento das bombas portáteis, o paciente pode fazer o tratamento no conforto do lar, junto aos familiares”, destaca Patricia Guimarães, coordenadora da Farmácia do Centro de Oncologia da Bahia – Oncovida.

Em tratamento de um câncer no estômago, a biomédica Suzane Carvalho, de 23 anos, iniciou sessões de quimioterapia em setembro deste ano, após cirurgia para retirada do órgão e do baço. Na segunda fase do tratamento quimioterápico, ela evitou as duas internações mensais com a quimioterapia domiciliar. “O tratamento nunca é fácil mas, sem dúvida, é melhor do que precisar estar internada”, avalia a paciente. O esposo Felipe Carvalho reforça os benefícios da quimioterapia domiciliar. “Desde o início do tratamento, ela não parou de trabalhar, o que contribui para aumentar a auto-estima e tirar um pouco o foco da doença”, acrescenta.

A terapia domiciliar exige que o paciente se submeta a um pequeno procedimento cirúrgico para a colocação de um acesso central. Um dispositivo chamado portcath é colocado próximo à veia do pescoço do paciente, o que permite que a medicação seja liberada na dose e no intervalo certo, de acordo com a programação do especialista que acompanha o paciente. “O paciente não consegue mudar a dosagem ou programação”, acrescenta Guimarães. A bomba de infusão pode ser utilizada durante dois, cinco, sete ou 21 dias, de acordo com a prescrição médica, mas a agulha precisa ser substituída sempre no prazo máximo de uma semana, para evitar risco de contaminação.

Os possíveis efeitos colaterais, queda de pressão, do cabelo e alterações gastro-intestinais, como náuseas, vômito e diarréia, variam a depender do estado do paciente, mas é fato que eles reagem muito melhor ao tratamento no ambiente familiares, cercado pelo carinho e cuidados das pessoas que amam. “A medicação é a mesma o que muda é a qualidade de vida do paciente”, conclui o diretor médico da Oncovida, o oncologista Alberto Nogueira.

(15.12.2015)

Frente & Verso Comunicação Integrada
Jornalista Responsável: Fernanda Carvalho
fernanda@frenteeverso.com
Tel.: (71) 98105-9609


utf