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Em 2020, menos de 10% da população terá hábito de fumar

Dia 29 de agosto é Dia Nacional de Combate ao Fumo e o Brasil tem muito o que comemorar. De acordo com Pesquisa do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o universo de fumantes no  país caiu de 18,5% para 14,7%.  Os homens ainda são os que mais usam produtos do tabaco (19,2%) contra 11,2% das mulheres. A faixa etária com maior prevalência é de 40 a 59 anos (19,4%), enquanto os jovens de 18 a 24 anos apresentaram a menor taxa (10,7%). “Antigamente, acender um cigarro era um questão de status. Hoje, este hábito está, cada vez mais, marginalizado na nossa sociedade”, contextualiza o cirurgião de tórax da equipe da Clínica Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia, Rodrigo Maia.

Na década de 80, a prevalência de fumantes era de 35% da população. A previsão dos especialistas é que, em 2020, este número seja inferior a 10%. No Brasil, um dos motivos que ajudou a apagar a chama maléfica do cigarro é a política antifumo do governo federal. Desde 1996, o governo vem restringindo a propaganda de produtos originários do tabaco. “Era difícil combater o cigarro com a propaganda massiva da indústria do fumo”, avalia o especialista.

Ano passado, um decreto da presidenta Dilma Rousseff entrou em vigor e ajudou a coibir ainda mais a fumaça em locais públicos. Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. A nova legislação tornou os ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco, protegendo a população do fumo passivo e contribuindo para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

As mudanças da legislação brasileira nos últimos anos, como a proibição de propaganda de marcas de cigarro e inclusão de imagens nos maços alertando os malefícios para a saúde, impactaram positivamente no hábito de fumar. A pesquisa aponta que 52,3% dos fumantes pensaram em parar de fumar devido a estas advertências.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

APAGUE ESTA IDEIA – Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo passivo é responsável por sete mortes por dia no país, em uma pesquisa que considera apenas a exposição passiva ao cigarro em casa, segundo dados de 2012. Apesar de os dados sobre as mortes de fumantes passivos não ter a abrangência sobre as mortes decorrentes de exposição em ambiente de trabalho, estudos mostram que trabalhadores não fumantes expostos à fumaça do tabaco consomem involuntariamente de quatro a 10 cigarros por dia.

(25.08.2015)

Frente & Verso Comunicação Integrada
Jornalista Responsável: Fernanda Carvalho
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