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Médico da Oncovida é palestrante do Congresso ESMO 2020

Acontecerá no dia 10/12 (quinta-feira), das 19h30 às 21h, a palestra on-line sobre atualizações ESMO 2020. Dr. Guilherme Fontes Falcão, oncologista clínico da Oncovida, é o palestrante responsável!
Mais um importante evento na busca pela melhoria contínua do cuidado aos pacientes oncológicos.
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Oncovida: cuidados contra o Coronavírus

Frente a atual pandemia do COVID-19, foi elaborado pela equipe da Oncovida um guia de prestação de cuidados com medidas imediatas, para proteger a segurança dos pacientes e a equipe de saúde, considerando as políticas internas, bem como os regulamentos ou orientações estaduais, do conselho médico e municipais.  Este documento complementa e não substitui os planos e rotinas já existentes na unidade.

 

 

Triagem/seleção

Antes da chegada do paciente:

  • Ao agendar consultas, informar aos pacientes que as consultas precisarão ser remarcadas se o paciente apresentar sintomas de uma infecção respiratória (por exemplo, tosse, falta de ar, febre, calafrios, dores no corpo, dor de garganta, perda de paladar ou olfato ou outros sintomas semelhantes aos da gripe) no dia em que sua consulta estiver agendada;
  • Informar aos pacientes que eles devem usar uma máscara facial ou outra cobertura facial, independentemente dos sintomas, antes de entrar na unidade;
  • No momento que ligar para confirmar a consulta ou tratamento do paciente (24 horas antes), questionar ao paciente se o mesmo apresentou sintomas de tosse, falta de ar, febre, calafrios, dores no corpo, dor de garganta, perda de paladar ou olfato ou outros sintomas semelhantes aos da gripe. Se houver sintomas, os protocolos de triagem devem ser utilizados para determinar se uma consulta é necessária ou se o paciente pode ser tratado em casa;
  • Se o paciente puder ser tratado em casa, ele deve ser instruído a entrar em contato com seu Médico assistente, se os sintomas piorarem ou não se resolverem dentro de 14 dias. A consulta do paciente deve ser remarcada quando for determinado que ele está fora de perigo de contágio.

 

 

 Após a chegada do paciente

  • O acesso à unidade para os pacientes, será somente pela recepção principal, (sala 406) apenas 1 acompanhante deve ser permitido. Ninguém com menos de 18 anos de idade deve ser permitido como acompanhante;
  • Todos os pacientes devem usar máscaras à chegada e higienizar as mãos com álcool gel disponível a entrada da recepção;
  • Incluir sinalização com perguntas de triagem para a COVID-19 e visualização de sintomas para todos os pacientes/acompanhantes, bem como materiais educacionais para o paciente e ilustrações de higiene adequada para a prevenção de infecções e os sintomas a serem relatados;
  • A temperatura de todos os pacientes e acompanhantes devem ser verificadas ao chegarem na unidade, e em caso de temperatura acima de 37,5ºC, seguir o (fluxo 001 triagem COVID 19).

 

 

Pacientes de COVID-19 caso suspeito

Paciente caso suspeito

  • No caso de um paciente ser considerado caso suspeito na triagem, a equipe deve seguir o (fluxo 001 triagem COVID 19);
  • Os pacientes designados casos suspeitos, após chegarem à clínica devem usar máscara e serem levados até o consultório 04 /área de isolamento designada. O médico oncologista deve revisar e determinar as ações adequadas para a prestação de cuidados/serviços (seguindo o fluxo001 triagem);
  • Pacientes com febre como único sintoma devem ser avaliados para determinar se um teste para COVID-19 é adequado. Os pacientes devem ser avaliados individualmente quanto a outras infecções potenciais ou possível “febre tumoral”;
  • Se um teste viral for solicitado, o tratamento do câncer deve ser adiado até que o resultado esteja disponível. No caso de um resultado positivo, o oncologista do paciente, deve determinar as próximas etapas.

Critérios para infusão em pacientes positivos para COVID-19

  • O atendimento em consultório para pacientes positivos para COVID-19 deve ser adiado por um período mínimo de 14 dias após o início dos sintomas;
  • O paciente deve estar livre de sintomas (incluindo febre sem o uso de medicamentos para redução da febre) e apresentar melhora dentro de um período mínimo de 72 horas antes de receber uma infusão;
  • Após o adiamento do tratamento no consultório, e quando o paciente estiver livre de sintomas, deve haver em teste negativo para COVID-19 com intervalo mínimo de 72horas, para iniciar o tratamento.

 

 

Processos para pré-triagem de pacientes assintomáticos com câncer

  • Durante o tratamento, todos os pacientes devem passar por triagem por telefone realizado 24 a 48 horas antes de cada novo ciclo de terapia. A triagem deve ser feita pela enfermagem, e deve incluir perguntas sobre sintomas e potencial exposição;
  • Com base nos resultados da triagem, as práticas oncológicas devem testar todo paciente identificado como de risco potencial de exposição, sintomas respiratórios e/ou dois outros sintomas (tosse, falta de ar, febre, calafrios, mialgias, dor de garganta, perda de paladar ou olfato (novo) ou outros sintomas semelhantes aos da gripe);
  • Como indicado acima, todos os pacientes devem ser submetidos a triagem na chegada ao estabelecimento, para determinar se houve uma alteração no estado e/ou a necessidade de teste ou repetição de teste;
  • A farmácia deve considerar a telemedicina para adesão dos pacientes aos agentes oncológicos orais e aconselhamento ao paciente.

 

Controles de prevenção de infecções (colaboradores)

Equipamento de proteção individual (EPI)

  • O colaborador deve sempre usar máscaras respiratórias N95 (disponibilizadas pela clínica), enquanto estiver nas instalações da unidade. Todos os colaboradores que tiverem contato com o público devem utilizar além das máscaras respiratórias N95, o face shield (protetor facial);
  • Toda a equipe que entrar na sala de um paciente com suspeita de COVID-19 ou caso confirmado deve seguir as Precauções Padrão recomendadas e usar máscaras respiratórias N95 e máscara protetora facial (face shield), avental, luvas. As coberturas de rosto de tecido não são EPIs comprovadamente eficazes e não devem ser usadas para o atendimento de pacientes com suspeita ou caso confirmado de COVID-19;
  • Todo contato físico entre a equipe deve ser minimizado e o afastamento de dois metros deve ser mantido, sempre que possível.

 

Colaboradores

Força de trabalho

  • Fazer a triagem de todos os colaboradores no início de seus turnos para identificar febre e sintomas condizentes aos da COVID-19;
  • Como parte da prática de rotina, o colaborador deve ser solicitado a monitorar-se regularmente quanto a febre e sintomas de COVID-19;
  • O colaborador deve ser afastado das atividades laborais quando estiver com suspeita ou apresentando sintomas de COVID19. Se um colaborador for positivo para a COVID-19, ele deverá seguir os critérios para o retorno ao trabalho em caso de suspeita ou confirmação de COVID-19;
  • Se o colaborador apresentar febre (de pelo menos 37,8 °C) ou sintomas condizentes aos da COVID-19 durante o trabalho, ele deve manter a máscara, informar o supervisor e ser afastado do local de trabalho e realizar teste ácido nucleico para RNA viral (reação em cadeia da polimerase) para medir a infecção por SARS-CoV-2;
  • O retorno ao trabalho para o colaborador com confirmação de COVID-19, é após: 14dias de isolamento e resultado de exame negativo de ácido nucleico para RNA viral (reação em cadeia da polimerase);
  • Os colaboradores da unidade, realizará testes sorológicos para covid-19, considerando o ciclo de dias úteis consecutivos (30 dias). Colaboradores que já tiveram covid-19, IGG positivo, realizará o teste com o intervalo de 120 dias;
  • Todas as conferências e reuniões foram substituídas para um formato virtual.

 

 

 

Considerações sobre as instalações

Distanciamento Social/Físico em Áreas Clínicas

  • Distanciamento na sala de espera e no setor de infusão entre as poltronas;
  • Remoção de todos os materiais ou bens comuns que possam estar em contato com os pacientes. Ex: livro, revistas, café e chá.

 

Referências:

  1. Recomendações dos Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS) para reabrir instalações para fornecer cuidados de saúde não emergenciais e não relacionados à COVID-19: Fase I https://www.cms.gov/files/document/covid-flexibility-reopen-essential-non-covid-services.pdf
  2. Ética e escassez de recursos: Recomendações da American Society of Clinical Oncology para a comunidade oncológica durante a pandemia de COVID-19 https://ascopubs.org/doi/pdf/10,1200/JCO.20,00960
  3. Segurança para o momento da pandemia de COVID-19: Como manter seguros nossos pacientes oncológicos e profissionais de saúde. JNCCN. Data de publicação on-line: 15 de abril de 2020. DOI: https://doi.org/10.6004/jnccn.2020.7572
  4. RELATÓRIO ESPECIAL DA AMERICAN SOCIETY OF CLINICAL ONCOLOGY: GUIA PARA A PRESTAÇÃO DE CUIDADOS PARA O CÂNCER DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: 19 DE MAIO DE 2020

 

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Psicóloga da Oncovida participa de evento sobre o Outubro Rosa

A Psicóloga Agda Andrade da Oncovida participou, juntamente com a Coach Sistêmica e Analista Corporal e Comportamental, Márcia Nascimento, nesta sexta-feira (28), no Hospital da Cidade, de evento sobre o Outubro Rosa. A roda de conversa sobre “Repercussões Emocionais do Câncer de Mama” foi promovida pelo hospital em parceria com a Oncovida e tratou de forma séria, mas leve desse tema tão importante para as pacientes.

A Oncovida acredita no poder da informação e do acolhimento!

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NOVEMBRO AZUL: UM TOQUE PARA A VIDA.

CAMPANHA II

No exterior a campanha é chamada de Movember (Moustache + November em inglês  = Bigode e Novembro).

Iniciou em um Pub, na Austrália, em 1999. Um grupo de amigos teve a ideia de deixar o bigode crescer durante todo o mês como apoio à conscientização da saúde masculina e arrecadação de fundos para doação às instituições de caridade. O mês de novembro foi o escolhido justamente por comemorar no dia 17 o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.

A campanha foi um sucesso, alguns anos depois o país todo estava participando e foi criada o Movember Foundation Charity em 2004. A ideia então era que os homens deixassem o bigode crescer durante todo o mês de novembro (as mulheres apoiavam usando a cor azul ou bigodes falsos) para espalhar a conscientização da importância do cuidado a saúde masculina, com foco principal no câncer de próstata e depressão. Além disso, diversos eventos de arrecadação de fundos foram criados.

Hoje a campanha já é mundial. Atualmente é comum o movimento levar o nome deNo Shave November” , em tradução livre, Novembro sem se barbear. Alguns países continuam com o nome original (Movemberou No Shave November). No Brasil – utilizam o nome Novembro Azul, já que além do bigode a cor azul é símbolo da Campanha. A ideia é o máximo de pessoas usarem a cor azul, o bigode e a barba para deixar os “desentendidos” curiosos do motivo e então a partir dessa curiosidade espalhar a conscientização sobre a prevenção ao câncer de próstata através dos exames regulares e a atenção à saúde masculina.

Símbolo da Campanha No Shave November

Símbolo da Campanha No Shave November.

A ONCOVIDA ABRAÇA ESTA CAUSA!

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OUTUBRO ROSA: PREVENINDO AGORA, CUIDANDO SEMPRE.

 O movimento Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos na década 90, com o objetivo de estimular a participação da população no controle do Câncer de Mama. Hoje essa data é celebrada mundialmente com intuito de compartilhar informações sobre o Câncer de Mama, promovendo a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

A ONCOVIDA APOIA ESTA CAUSA!

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A ONCOVIDA esteve presente em Berlin/Alemanha, no dia 09 de Dezembro de 2016, representada pelo oncologista Clínico Dr Alberto Nogueira – Investigador principal, e a Coordenadora de Pesquisa Clínica Sra. Carlane Menezes, na reunião de investigadores para participação em mais um Estudo Clínico a ser realizado nesse serviço, em Câncer Cólon Retal Metastático.

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De bem com a balança e contra o câncer de mama

A eterna luta das mulheres para eliminar os quilinhos indesejados tem um aliado de peso. A obesidade está entre os fatores de risco que aumentam os riscos de câncer de mama, tipo da doença mais comum entre o universo feminino no mundo e no Brasil, depois do de pele, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. “O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”, ressalta o oncologista Guilherme Falcão, que integra a equipe da Clínica Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia, acrescentando que a proporção de câncer de mama em homens e mulheres é de 1:100. Ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem desenvolverá a doença.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para o surgimento de 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52 mil casos novos de câncer de mama a cada ano. Ainda de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma em cada doze mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.  A idade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam o risco. Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, são recomendações básicas e importantes para prevenir o câncer de mama”, orienta o especialista, que lembra que evitar o consumo de bebidas alcoólicas é também recomendado. “Já a amamentação é considerada um fator protetor”, acrescenta Falcão.

O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos de câncer de mama.

Além da obesidade são considerados fatores de risco: idade da primeira menstruação inferior a doze anos, menopausa tardia (após os 55 anos), primeira gravidez após os 30 anos; não ter tido filhos e uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente por tempo prolongado. O uso de contraceptivos orais também é considerado um fator de risco pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos

SINTOMAS DE ALERTA:

A principal manifestação da doença é o nódulo, fixo e geralmente indolor. O nódulo está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Outros sintomas são: pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e saída de líquido anormal das mamas. “Esses sinais devem servir de alerta para que as mulheres procurem um especialista, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama”, ressalta Guilherme Falcão.

(28.09.2015)

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Câncer de próstata: riscos aumentam com a idade

Segundo mais comum entre a população masculina, o câncer de próstata é considerado o câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Sexto tipo de câncer mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres, as estatísticas da doença crescem com a expectativa de vida da população. Não é à toa que a maior incidência é registrada em países desenvolvidos.

“Apesar da taxa de incidência ser cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. A explicação para este fato deve-se à maior expectativa de vida da população nestes locais, facilidade de acesso à informações e à um serviço de saúde pública mais eficiente”, explica o urologista Adriano Marçal, que integra a equipe da Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pelo aumento da expectativa de vida da população, evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam 69 mil novos casos da doença devem ser diagnosticados somente este ano. Homens acima de 45 anos, independente do país em que moram, devem investir na prevenção da doença. A próstata é uma glândula que só o homem possui que fica localizada na parte baixa do abdômen, entre a bexiga e o reto, e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

Dor óssea, dificuldade para urinar, sangramento na urina são alguns dos sintomas de alerta. A prevenção deve começar a partir dos 45 anos, com a realização de exames anuais, de sangue e toque retal. “O preconceito diminuiu bastantes graças a campanhas como o Novembro Azul, porém a metade da população masculina do Brasil ainda não procura regularmente um urologista”, ressalta Marçal, acrescentando que alguns tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta – cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ – que não chega a dar sinais durante a vida. “O fato da doença se desenvolver de forma assintomática reforça a necessidade dos exames de prevenção anuais”, conclui o especialista. O tratamento é feito com radioterapia e, a depender do estágio de evolução da doença, com intervenção cirúrgica.

(05.11.2015)

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Em 2020, menos de 10% da população terá hábito de fumar

Dia 29 de agosto é Dia Nacional de Combate ao Fumo e o Brasil tem muito o que comemorar. De acordo com Pesquisa do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o universo de fumantes no  país caiu de 18,5% para 14,7%.  Os homens ainda são os que mais usam produtos do tabaco (19,2%) contra 11,2% das mulheres. A faixa etária com maior prevalência é de 40 a 59 anos (19,4%), enquanto os jovens de 18 a 24 anos apresentaram a menor taxa (10,7%). “Antigamente, acender um cigarro era um questão de status. Hoje, este hábito está, cada vez mais, marginalizado na nossa sociedade”, contextualiza o cirurgião de tórax da equipe da Clínica Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia, Rodrigo Maia.

Na década de 80, a prevalência de fumantes era de 35% da população. A previsão dos especialistas é que, em 2020, este número seja inferior a 10%. No Brasil, um dos motivos que ajudou a apagar a chama maléfica do cigarro é a política antifumo do governo federal. Desde 1996, o governo vem restringindo a propaganda de produtos originários do tabaco. “Era difícil combater o cigarro com a propaganda massiva da indústria do fumo”, avalia o especialista.

Ano passado, um decreto da presidenta Dilma Rousseff entrou em vigor e ajudou a coibir ainda mais a fumaça em locais públicos. Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. A nova legislação tornou os ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco, protegendo a população do fumo passivo e contribuindo para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

As mudanças da legislação brasileira nos últimos anos, como a proibição de propaganda de marcas de cigarro e inclusão de imagens nos maços alertando os malefícios para a saúde, impactaram positivamente no hábito de fumar. A pesquisa aponta que 52,3% dos fumantes pensaram em parar de fumar devido a estas advertências.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

APAGUE ESTA IDEIA – Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo passivo é responsável por sete mortes por dia no país, em uma pesquisa que considera apenas a exposição passiva ao cigarro em casa, segundo dados de 2012. Apesar de os dados sobre as mortes de fumantes passivos não ter a abrangência sobre as mortes decorrentes de exposição em ambiente de trabalho, estudos mostram que trabalhadores não fumantes expostos à fumaça do tabaco consomem involuntariamente de quatro a 10 cigarros por dia.

(25.08.2015)

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Quimioterapia domiciliar

Tão temido como receber o diagnóstico de câncer, o tratamento quimioterápico é recomendado para o tratamento de diversos tipos de câncer, assim como a cirurgia e radioterapia. O que pouca gente sabe é que as aplicações dos quimioterápicos podem ser feitas em casa, em um ambiente mais acolhedor para o paciente. “Antigamente os protocolos de quimioterapia exigiam até internação. Hoje, com advento das bombas portáteis, o paciente pode fazer o tratamento no conforto do lar, junto aos familiares”, destaca Patricia Guimarães, coordenadora da Farmácia do Centro de Oncologia da Bahia – Oncovida.

Em tratamento de um câncer no estômago, a biomédica Suzane Carvalho, de 23 anos, iniciou sessões de quimioterapia em setembro deste ano, após cirurgia para retirada do órgão e do baço. Na segunda fase do tratamento quimioterápico, ela evitou as duas internações mensais com a quimioterapia domiciliar. “O tratamento nunca é fácil mas, sem dúvida, é melhor do que precisar estar internada”, avalia a paciente. O esposo Felipe Carvalho reforça os benefícios da quimioterapia domiciliar. “Desde o início do tratamento, ela não parou de trabalhar, o que contribui para aumentar a auto-estima e tirar um pouco o foco da doença”, acrescenta.

A terapia domiciliar exige que o paciente se submeta a um pequeno procedimento cirúrgico para a colocação de um acesso central. Um dispositivo chamado portcath é colocado próximo à veia do pescoço do paciente, o que permite que a medicação seja liberada na dose e no intervalo certo, de acordo com a programação do especialista que acompanha o paciente. “O paciente não consegue mudar a dosagem ou programação”, acrescenta Guimarães. A bomba de infusão pode ser utilizada durante dois, cinco, sete ou 21 dias, de acordo com a prescrição médica, mas a agulha precisa ser substituída sempre no prazo máximo de uma semana, para evitar risco de contaminação.

Os possíveis efeitos colaterais, queda de pressão, do cabelo e alterações gastro-intestinais, como náuseas, vômito e diarréia, variam a depender do estado do paciente, mas é fato que eles reagem muito melhor ao tratamento no ambiente familiares, cercado pelo carinho e cuidados das pessoas que amam. “A medicação é a mesma o que muda é a qualidade de vida do paciente”, conclui o diretor médico da Oncovida, o oncologista Alberto Nogueira.

(15.12.2015)

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