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Drª. Nathália Moreira Azi – CRM 22930

FOTO DRA NATHALIA

FORMAÇÃO

  • Bacharel em Medicina, Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC / 2010.
  • Residência Médica em Mastologia no Hospital Aristides Maltez, 2014 – 2016.
  • Reconstrução da Mama no Instituto Europeu de Oncologia, Milão / Itália – 2016.
  • Residência Médica em Cirurgia Geral Obras Sociais Irmã Dulce, 2011 – 2013.
  • Educação Continuada Liga Baiana de Cirurgia, 2007 – 2009, Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia, IMES.
  • Branksome Hall, BH, Canadá – 2002.
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A prevenção em câncer de pênis

O câncer de pênis é um tipo de câncer que pode ser prevenido apenas com o uso de água e sabão, de preferencia sabão neutro, sendo considerada uma neoplasia rara, que geralmente se relaciona com a situação sócia econômica da população. Acomete principalmente homens portadores de fimose ou prepúcio longo com hábitos higiênicos precários e, por isto, é mais freqüente na população de menor nível sócio econômico.

No Brasil corresponde a cerca de 2% do total das neoplasias que acometem homens e é cerca de cinco vezes mais comum nas regiões Norte e Nordeste em relação às regiões Sul e Sudeste. No Norte e Nordeste, o câncer de pênis chega a superar em números as neoplasias de próstata e bexiga. O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais novos. Em relação à etiologia, a higiene local precária e o conseqüente acúmulo de esmegma exercem uma ação irritativa crônica que favorece o desenvolvimento desta neoplasia. Estudos científicos sugerem a associação entre infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus) e o câncer de pênis.

A maioria dos pacientes com câncer de pênis apresenta-se, de início, com doença localizada. Em quase 80% dos casos, a neoplasia está restrita ao pênis, 15% tem envolvimento dos gânglios regionais e menos de 10% evidenciam doença sistêmica. São tumores de progressão lenta que geralmente não invadem a uretra sendo, portanto, incomuns queixas urinárias. A disseminação à distância é rara e quando ocorre, é para o pulmão, fígado e ossos. É por isto que a maioria dos casos que vão a óbito é por complicações loco regionais, principalmente necrose e infecção em região inguinal ou hemorragia por infiltração dos vasos sanguíneos.

A queixa mais freqüente é a de aparecimento de lesão nodular, ulcerada ou vegetante, na maioria das vezes na glande ou prepúcio. O médico Alberto Nogueira, especialista em Oncologia Clínica e diretor técnico da Clínica ONCOVIDA – Centro de Oncologia da Bahia, nos fala deste tipo de câncer tão pouco lembrado, mas de prevenção simples.

Revista – Como é detectado o câncer de pênis?

Dr. Alberto Nogueira – O câncer de pênis inicia-se como um processo inflamatório, causando ulceração. A princípio não dói, mas no decorrer do desenvolvimento da doença, não só causa dor como sangra. O paciente, na maioria das vezes, interpreta como uma doença venérea pelo aparecimento de verrugas e, por preconceito e falta de informação, não procura assistência médica, partindo para o autotratamento.

Revista – Quais os sintomas?

Dr. Alberto Nogueira – Como havia falado, inflamação da pele que envolve o pênis, ulceração e verrugas no órgão.

Revista – Quais os danos que essa doença pode trazer ao paciente?

Dr. Alberto Nogueira – Quando o tumor está localizado no pênis tenta-se eliminar a neoplasia por completo com preservação da anatomia do órgão, permitindo manutenção da vida sexual. Infelizmente, em algumas situações procede-se amputação parcial ou total ou total do pênis. Tenta-se preservar pelo menos cinco centímetros de corpo cavernoso para manutenção da capacidade de penetração e a vida sexual. Nos casos avançados, além da cirurgia realizada no pênis, pode ser feito ressecção dos gânglios inguinais, quimioterapia e radioterapia. Daqueles pacientes que tinham o tumor restrito ao pênis e trataram 90% estão vivos após cinco anos, enquanto que naqueles que tiveram diagnóstico tardio, já com metástase, nenhum sobrevive ao mesmo período.

Revista – Qual a região do país que tem o maior número de casos?

Dr. Alberto Nogueira – Por se tratar de uma doença social, totalmente relacionada com a falta de informação, ela afeta as camadas menos favorecidas, onde não há saneamento e cuidados de higiene básica. Portanto, os estados com maior incidência são os da região Norte e Nordeste.

Revista – Qual a forma de tratamento?

Dr. Alberto Nogueira – Cerca de 30% dos pacientes procuram ajuda médica com mais de seis meses de histórico da doença e cerca de 40% procuram auxilio somente um ano após início do quadro clínico. Provavelmente, isto se deve ao preconceito existente entre os homens ou mesmo a dificuldade em ter em sua cidade assistência médica adequada, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento curativo. Dentre os tratamentos, a princípio, o cirúrgico é o indicado. A quimioterapia tem uma ação limitada, com baixa eficácia, e a radioterapia tem indicação após o procedimento cirúrgico ou no tratamento paliativo ou mesmo quando o paciente se recusa a amputar o órgão.

Revista – As mulheres correm algum risco em manter relações sexuais com parceiros portadores?

Dr. Alberto Nogueira – De forma direta não, mas infelizmente o pênis infectado transforma-se em um canal para entrada de fungos e bactérias. Para essa mulher, então, existe risco sim. A parceira deve estar atenta.

Revista – Quais as formas de prevenção?

Dr. Alberto Nogueira Em primeiro lugar: HIGIENE. Lavar o órgão genital de forma correta, com água e sabão neutro, para que não se acumule esmegma (massa branca). Esse esmegma é um dos fatores que podem desencadear a doença. Em segundo: não descuidar. Aparecendo qualquer lesão no pênis, procurar um médico. Em terceiro: não se automedicar, pois o uso incorreto de remédios retarda o diagnóstico, contribuindo para o desenvolvimento do câncer e, conseqüentemente, reduzindo as taxas de cura.

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De bem com a balança e contra o câncer de mama

A eterna luta das mulheres para eliminar os quilinhos indesejados tem um aliado de peso. A obesidade está entre os fatores de risco que aumentam os riscos de câncer de mama, tipo da doença mais comum entre o universo feminino no mundo e no Brasil, depois do de pele, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. “O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”, ressalta o oncologista Guilherme Falcão, que integra a equipe da Clínica Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia, acrescentando que a proporção de câncer de mama em homens e mulheres é de 1:100. Ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem desenvolverá a doença.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para o surgimento de 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52 mil casos novos de câncer de mama a cada ano. Ainda de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma em cada doze mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.  A idade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam o risco. Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, são recomendações básicas e importantes para prevenir o câncer de mama”, orienta o especialista, que lembra que evitar o consumo de bebidas alcoólicas é também recomendado. “Já a amamentação é considerada um fator protetor”, acrescenta Falcão.

O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos de câncer de mama.

Além da obesidade são considerados fatores de risco: idade da primeira menstruação inferior a doze anos, menopausa tardia (após os 55 anos), primeira gravidez após os 30 anos; não ter tido filhos e uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente por tempo prolongado. O uso de contraceptivos orais também é considerado um fator de risco pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos

SINTOMAS DE ALERTA:

A principal manifestação da doença é o nódulo, fixo e geralmente indolor. O nódulo está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Outros sintomas são: pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e saída de líquido anormal das mamas. “Esses sinais devem servir de alerta para que as mulheres procurem um especialista, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama”, ressalta Guilherme Falcão.

(28.09.2015)

Frente & Verso Comunicação Integrada
Jornalista Responsável: Fernanda Carvalho
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