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Câncer de próstata: riscos aumentam com a idade

Segundo mais comum entre a população masculina, o câncer de próstata é considerado o câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Sexto tipo de câncer mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres, as estatísticas da doença crescem com a expectativa de vida da população. Não é à toa que a maior incidência é registrada em países desenvolvidos.

“Apesar da taxa de incidência ser cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. A explicação para este fato deve-se à maior expectativa de vida da população nestes locais, facilidade de acesso à informações e à um serviço de saúde pública mais eficiente”, explica o urologista Adriano Marçal, que integra a equipe da Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pelo aumento da expectativa de vida da população, evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam 69 mil novos casos da doença devem ser diagnosticados somente este ano. Homens acima de 45 anos, independente do país em que moram, devem investir na prevenção da doença. A próstata é uma glândula que só o homem possui que fica localizada na parte baixa do abdômen, entre a bexiga e o reto, e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

Dor óssea, dificuldade para urinar, sangramento na urina são alguns dos sintomas de alerta. A prevenção deve começar a partir dos 45 anos, com a realização de exames anuais, de sangue e toque retal. “O preconceito diminuiu bastantes graças a campanhas como o Novembro Azul, porém a metade da população masculina do Brasil ainda não procura regularmente um urologista”, ressalta Marçal, acrescentando que alguns tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta – cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ – que não chega a dar sinais durante a vida. “O fato da doença se desenvolver de forma assintomática reforça a necessidade dos exames de prevenção anuais”, conclui o especialista. O tratamento é feito com radioterapia e, a depender do estágio de evolução da doença, com intervenção cirúrgica.

(05.11.2015)

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Em 2020, menos de 10% da população terá hábito de fumar

Dia 29 de agosto é Dia Nacional de Combate ao Fumo e o Brasil tem muito o que comemorar. De acordo com Pesquisa do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o universo de fumantes no  país caiu de 18,5% para 14,7%.  Os homens ainda são os que mais usam produtos do tabaco (19,2%) contra 11,2% das mulheres. A faixa etária com maior prevalência é de 40 a 59 anos (19,4%), enquanto os jovens de 18 a 24 anos apresentaram a menor taxa (10,7%). “Antigamente, acender um cigarro era um questão de status. Hoje, este hábito está, cada vez mais, marginalizado na nossa sociedade”, contextualiza o cirurgião de tórax da equipe da Clínica Oncovida – Centro de Oncologia da Bahia, Rodrigo Maia.

Na década de 80, a prevalência de fumantes era de 35% da população. A previsão dos especialistas é que, em 2020, este número seja inferior a 10%. No Brasil, um dos motivos que ajudou a apagar a chama maléfica do cigarro é a política antifumo do governo federal. Desde 1996, o governo vem restringindo a propaganda de produtos originários do tabaco. “Era difícil combater o cigarro com a propaganda massiva da indústria do fumo”, avalia o especialista.

Ano passado, um decreto da presidenta Dilma Rousseff entrou em vigor e ajudou a coibir ainda mais a fumaça em locais públicos. Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. A nova legislação tornou os ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco, protegendo a população do fumo passivo e contribuindo para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

As mudanças da legislação brasileira nos últimos anos, como a proibição de propaganda de marcas de cigarro e inclusão de imagens nos maços alertando os malefícios para a saúde, impactaram positivamente no hábito de fumar. A pesquisa aponta que 52,3% dos fumantes pensaram em parar de fumar devido a estas advertências.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

APAGUE ESTA IDEIA – Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo passivo é responsável por sete mortes por dia no país, em uma pesquisa que considera apenas a exposição passiva ao cigarro em casa, segundo dados de 2012. Apesar de os dados sobre as mortes de fumantes passivos não ter a abrangência sobre as mortes decorrentes de exposição em ambiente de trabalho, estudos mostram que trabalhadores não fumantes expostos à fumaça do tabaco consomem involuntariamente de quatro a 10 cigarros por dia.

(25.08.2015)

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Quimioterapia domiciliar

Tão temido como receber o diagnóstico de câncer, o tratamento quimioterápico é recomendado para o tratamento de diversos tipos de câncer, assim como a cirurgia e radioterapia. O que pouca gente sabe é que as aplicações dos quimioterápicos podem ser feitas em casa, em um ambiente mais acolhedor para o paciente. “Antigamente os protocolos de quimioterapia exigiam até internação. Hoje, com advento das bombas portáteis, o paciente pode fazer o tratamento no conforto do lar, junto aos familiares”, destaca Patricia Guimarães, coordenadora da Farmácia do Centro de Oncologia da Bahia – Oncovida.

Em tratamento de um câncer no estômago, a biomédica Suzane Carvalho, de 23 anos, iniciou sessões de quimioterapia em setembro deste ano, após cirurgia para retirada do órgão e do baço. Na segunda fase do tratamento quimioterápico, ela evitou as duas internações mensais com a quimioterapia domiciliar. “O tratamento nunca é fácil mas, sem dúvida, é melhor do que precisar estar internada”, avalia a paciente. O esposo Felipe Carvalho reforça os benefícios da quimioterapia domiciliar. “Desde o início do tratamento, ela não parou de trabalhar, o que contribui para aumentar a auto-estima e tirar um pouco o foco da doença”, acrescenta.

A terapia domiciliar exige que o paciente se submeta a um pequeno procedimento cirúrgico para a colocação de um acesso central. Um dispositivo chamado portcath é colocado próximo à veia do pescoço do paciente, o que permite que a medicação seja liberada na dose e no intervalo certo, de acordo com a programação do especialista que acompanha o paciente. “O paciente não consegue mudar a dosagem ou programação”, acrescenta Guimarães. A bomba de infusão pode ser utilizada durante dois, cinco, sete ou 21 dias, de acordo com a prescrição médica, mas a agulha precisa ser substituída sempre no prazo máximo de uma semana, para evitar risco de contaminação.

Os possíveis efeitos colaterais, queda de pressão, do cabelo e alterações gastro-intestinais, como náuseas, vômito e diarréia, variam a depender do estado do paciente, mas é fato que eles reagem muito melhor ao tratamento no ambiente familiares, cercado pelo carinho e cuidados das pessoas que amam. “A medicação é a mesma o que muda é a qualidade de vida do paciente”, conclui o diretor médico da Oncovida, o oncologista Alberto Nogueira.

(15.12.2015)

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Diretor da ONCOVIDA, Alberto Nogueira, participa de matéria no Outubro Rosa.

ONG faz doação de perucas para mulheres que lutam contra o câncer

Na manhã desta quarta-feira (21), a ONG Fios de Esperança realizou doação de perucas para mulheres em tratamento contra o câncer no Hospital Aristides Maltez, em Salvador. Ao todo, foram doadas 10 perucas e 50 lenços. Durante a atividade, as pacientes participaram de oficinas de torso e maquiagem.

Jamile Andrade, presidente da ONG, esteve à frente da ação e comentou sobre o sucesso do evento. “É uma emoção muito grande poder estar colocando esse sonho em prática”, disse.

A ONG Fios da Esperança foi fundada em abril de 2014 e está planejando próximas ações. De acordo com Andrade, eles têm material suficiente para produção de mais 50 perucas.

Quem estiver interessado em ajudar pode entrar em contato através do email contato@fiosdeesperança.com.br ou pelo telefone (71)99273-2552.

Alerta contra o câncer
Os número do Instituto Nacional do Câncer afirmam que a cada 100 mil habitantes, 2560 novos casos de câncer de mama surgem todos os ano na Bahia. Em Salvador, a média é de 980 novos diagnósticos.

O médico oncologista Alberto Nogueira, que também esteve presente no evento desta quarta, alertou para a importância do diagnóstico ainda na fase inicial da doença. “Quando se faz o diagnóstico na sua fase inicial, é possível a cura em aproximadamente mais de 90%. Quando esse diagnóstico é feito em uma fase mais tardia, essas taxas diminuem para em torno de 15%”, explicou.

Fonte: g1.com